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Validar demanda antes de abrir o sprint do MVP é o corte que o caderno deveria ter e o board muitas vezes não tem: alguém demonstra intenção (tempo, entrevista honesta, lista, pré-compra) antes da engenharia comprometer o ciclo. Sprint aberto com hipótese solta é delivery de palpite. Café, usuário e caderno — capa — ainda batem landing sem conversa.
MVP em 60 dias (slug legado) fala de ritmo; o Studio ancora MVP em ciclos definidos pela hipótese e pelo escopo. Hipótese escrita é o contrato. Discovery antes de feature de IA é o vício do copiloto. Este texto é o momento: o clique de “abrir sprint”.
O que conta como demanda — e o que não conta
Conta: usuário do segmento tentando a tarefa; e-mail corporativo em lista com texto claro do que virá; concierge com perguntas reais; intenção de pagar combinada (mesmo que o valor ainda seja hipótese). Não conta: elogio de conhecido; like em post; “eu usaria” sem calendário; demanda do stakeholder interno sem contato com quem sofre.
Landing sozinha é fraca. Landing mais conversa é melhor. Entrevista sem pedido de compromisso também é fraca — pessoa educada mente. Peça a tarefa no protótipo.
O ritual de uma a duas semanas
- uma frase de hipótese de demanda;
- o teste mais barato;
- critério de morte escrito;
- só então o sprint de implementação da fatia que sobreviveu.
Se o critério não passou, o sprint não abre. O board pode ter um item de “aprender”. Aprender não é o mesmo DoD de build. Misturar os dois inchou todo MVP que vocês já viram.
O diagnóstico inicial no Studio existe para evitar que o planejamento do MVP comece com base em palpite. Uma hipótese ainda sem evidência pode ser testada com um concierge antes de virar sprint.
Relação com engenharia
Engenharia na validação estima viabilidade cedo — “isso não cabe”. Não constrói a plataforma. Capacidade de fábrica ou de alocação entra depois da demanda. Inverter é o burn de runway clássico.
O café da capa não é estética. É o teste barato: a pessoa tenta a tarefa com papel, o PM anota onde desiste, o critério de morte já está no caderno. Sem o critério, a entrevista vira elogio educado e o sprint abre no dia seguinte. Com o critério, o board pode ter “aprender” — DoD diferente de build. Misturar os dois é o MVP que nunca termina e o palco que já foi vendido.
Como a Tech Coders valida antes do sprint
No Startup Studio, uma proposta pode priorizar hipóteses e testes antes da implementação. Sequência, prazo, evidências e critérios para avançar ao MVP precisam ser definidos no plano.
Perguntas frequentes
E se o investidor já “comprou” o roadmap?
Roadmap de palco e sprint de MVP são documentos diferentes. Validação pode mudar o palco. Esconder isso queima confiança depois. Mostrar o critério de morte é mais adulto.
Quantas entrevistas bastam?
O bastante para o critério que vocês escreveram. Cinco conversas bem feitas matam muita hipótese. Não há N universal neste artigo. Há N combinado.
Landing paga substitui conversa?
Não. Complementa. Conversa acha o porquê. Landing acha um sinal fraco de interesse. Os dois, se couberem no prazo.
Posso validar no próprio sprint 1 com feature flag?
Pode se o custo de build for o teste mais barato — raro. Na dúvida, concierge. Flag em cima de plataforma já é sprint de produto, não de demanda.
Guia do tema: MVP: Como Validar Sua Ideia de Startup com Escopo e Evidência



