Neste artigo
RAG com dado interno não é “indexar o drive”. É decidir o que não entra no prompt: dado pessoal, segredo, contrato sob sigilo, folha, senha, o que a ACL do sistema de origem já negaria ao usuário. Sem classificação e revisão, o retriever vira um vazamento com boa pontuação de similaridade.
O artigo RAG para conhecimento empresarial cobre o desenho. Este texto é a lista de recusa. Março é quando o piloto interno pede “todos os PDFs”. O trabalho útil é o contrário: o conjunto mínimo que o usuário já pode ver, no mesmo perfil.
O que fica fora — lista operacional
- credencial, chave, dump de banco, log com token;
- dado de saúde, financeiro identificável e o que a política da empresa já marca como restrito;
- documento de terceiro com cláusula de não-IA / não-subprocessamento;
- conteúdo que o usuário da sessão não teria permissão de abrir no sistema de origem;
- prompt de sistema que ensina a contornar a recusa.
ACL no índice precisa espelhar a origem. Índice único “da empresa” com busca global é o anti-padrão. Se o analista não abre a pasta, o modelo tampouco deveria citá-la.
Revisão humana entra em dois momentos: curadoria do corpus (o que indexa) e amostragem de respostas (o que o modelo devolveu). Review humano do PR é o análogo no código; aqui o artefato é trecho recuperado.
Pipeline honesto
- Fonte com dono (sistema, não “o SharePoint da diretoria”).
- Classificação: público interno, restrito, proibido.
- Indexação só do permitido, com filtro de identidade na consulta.
- Log de o que foi recuperado — para incidente e para auditoria.
- Teto de trecho no contexto: mais documento no prompt não é mais verdade.
Limite de autonomia do agente aplica se o RAG dispara ação (enviar e-mail, abrir chamado). Recuperar já é ação de dado. Enviar é outra: o agente para antes.
Não prometemos “IA segura” como selo. Prometemos recusa explícita e dono do corpus. Vazamento zero não é afirmação honesta; processo de recusa é.
O que o piloto deve provar
Não prove que o chat “responde bem”. Prove que uma pergunta com usuário A não devolve trecho do usuário B. Prove que documento proibido não aparece. Isso é aceite. Qualidade de resposta vem depois, no recorte permitido.
Fábrica implementa o filtro e o log. Jurídico e segurança classificam. Produto escolhe a tarefa. Sem os três, o piloto é demo.
Como a Tech Coders trata RAG na fábrica
Na fábrica de software, RAG interno entra no sprint com ACL, lista de recusa e amostragem de resposta. Não indexamos “a empresa” por padrão. Sprint de 15 dias, review humano, sustentação 24×7 no serviço que já ficou interno — o corpus tem dono, o prompt tem teto.
Perguntas frequentes
Posso anonimizar e indexar tudo?
Anonimizar mal é dado pessoal com maquiagem. Classifique antes. Anonimização é projeto à parte, com dono, não um checkbox do retriever.
O modelo na nuvem muda a recusa?
Muda o contrato de subprocessamento. A recusa de conteúdo continua: o que não poderia ir para um analista externo não deveria ir para o provedor sem acordo. Dado proibido fica proibido.
Citação da fonte resolve o vazamento?
Citação ajuda auditoria. Não autoriza mostrar o trecho a quem não tem ACL. Fonte visível para a pessoa errada ainda é vazamento.
Quem é o dono do corpus?
A área dona do sistema de origem, com TI/segurança no guarda-corpo. Dono “o time de IA” sem a área é buraco na primeira auditoria.
Guia do tema: Agentes de IA autônomos: delegando trabalho real à IA