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Uma resposta convincente em uma apresentação não diz como a IA se comportará diante de documentos incompletos, perguntas ambíguas e exceções do trabalho diário. Avaliar antes de publicar significa transformar o caso de uso em tarefas observáveis e registrar, antes do teste, o que seria uma resposta útil, uma recusa correta e um erro perigoso.
Comece pelo trabalho, não pela nota do modelo
Descreva uma tarefa concreta: “localizar a cláusula vigente e indicar sua fonte” é avaliável; “melhorar a produtividade jurídica” é uma intenção ampla. Reúna exemplos autorizados que representem o fluxo normal, casos difíceis e situações em que o sistema deve dizer que não sabe. Retire dados pessoais ou sigilosos quando não forem necessários ao teste.
O conjunto de avaliação deve ter um responsável de negócio e uma versão. Se a política, o catálogo ou a regra mudarem, o gabarito também precisa mudar. Um acerto contra documento vencido é um falso sinal de qualidade.
Separe tipos de erro
- Fidelidade: a resposta está sustentada pelas fontes disponíveis?
- Completude: ela contém os passos necessários para executar a tarefa?
- Segurança: respeita permissões, limites de ação e dados sensíveis?
- Operação: tempo de resposta e custo cabem no fluxo real?
Não reduza tudo a uma média. Uma resposta incompleta pode ser corrigida pelo usuário; uma instrução inventada para liberar pagamento exige tratamento diferente. Defina critérios por gravidade e mantenha exemplos de falha para regressão.
Teste com pessoas e com uma alternativa simples
Compare a IA ao processo atual: busca tradicional, regra de negócio ou trabalho humano assistido. Peça aos usuários que executem a tarefa sem receber a “resposta certa” de antemão. Registre quando corrigem, ignoram ou repetem a saída. A revisão humana é uma etapa do desenho, com tempo e responsabilidade próprios, não um rodapé no plano.
Uma liberação inicial pode limitar usuários, documentos e tipos de ação. Depois, acompanhe falhas e inclua novos exemplos no conjunto de avaliação. O AI RMF do NIST trata medição e gestão de risco como atividades contínuas; essa é uma referência útil para estruturar o processo, não um selo automático de aprovação.
Na frente de Inteligência Artificial, a primeira conversa pode começar com três itens: tarefa, exemplos reais autorizados e consequência do erro. Isso permite decidir se há um caso de IA, qual teste fazer e quem aprova a entrada em produção.
Perguntas frequentes
Quantos exemplos preciso para começar?
Depende da variedade e do risco da tarefa. Comece com exemplos reais de casos comuns, exceções e recusas; amplie quando encontrar falhas novas. Um número grande de exemplos repetidos não substitui cobertura dos cenários relevantes.
Uma nota alta em benchmark público basta?
Não. Benchmarks gerais ajudam a conhecer capacidades, mas a decisão de publicar depende dos dados, das permissões e das tarefas da sua operação.
Guia do tema: Agentes de IA autônomos: delegando trabalho real à IA


